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29 de marzo de 2019

Um beijo no meio do caminho (Lucas 15:11-32)

Autor/es: Luiz Carlos Ramos

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Para o povo cristão, o período de 40 dias que antecede a Páscoa  é um tempo de reconciliação. A parábola do filho pródigo (Lc 15. 11-32) nos ensina muito a esse respeito. Aquele filho experimentou um tempo quaresmal: teve de passar por um jejum forçado; teve ocasião para meditar longamente sobre sua condição miserável ao lado dos porcos; e o resultado é que ele se arrependeu amargamente de seus enganos e desenganos…

Foi quando ele tomou a decisão mais importante de sua vida: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai”. Imediatamente o rapaz se levantou e foi ao encontro do pai. Da mesma forma, o relato nos diz que, quando ele ainda vinha longe, o pai saiu ao encontro do filho. Ambos se encontraram no meio do caminho e se beijaram. Houve reconciliação, a paz foi  restaurada.

Para que a reconciliação aconteça, é preciso que alguém dê o primeiro passo e que alguém dê o primeiro beijo. Se é preciso que alguém volte, também é preciso que o outro saia ao encontro. Reconciliação é isso: reencontro. E para que aconteça, bastam duas coisas: um passo e um beijo.

Neste tempo que antecede a Páscoa, quando nos lembramos do grande passo de Deus em Cristo vencendo a infinita distância que nos separava dele, nos damos conta de que já está mais do que na hora de nos levantarmos, e darmos também nós esse importante passo em direção a Deus e em direção ao próximo.

Diz o Antigo Testamento que há tempo para abraçar e tempo de afastar-se de abraçar, pois este é o tempo de abraçar. Para isso basta darmos um passo e trocarmos um beijo no meio do caminho.

Reverendo Luiz Carlos Ramos †

(Brazil)

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Hijo, Pródigo, Reconciliación

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